Um grupo de pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, está confiante que a vacina possa estar pronta a partir de setembro

A corrida para a criação de uma vacina contra o novo coronavírus engajou pesquisadores do mundo inteiro. Neste sentido, no Reino Unido, a professora da Universidade de Oxford, Sarah Gilbert, afirmou que uma possível imunização pode estar pronta a partir de setembro de 2020.

Gilbert é expert no assunto e declarou ao jornal britânico The Times que está “80 por cento” positiva de que a vacina contra a COVID-19 saia o quanto antes. Segundo a especialista, os testes em humanos com o imunizante britânico começam em duas semanas.

“Acredito que há uma grande chance de que o nosso trabalho irá funcionar, com base em outras coisas que já fizemos com esse tipo de vacina”, disse. Entretanto, para que isso aconteça, Gilbert afirmou que é preciso que ‘tudo ocorra perfeitamente’ e, mesmo assim, não há como prometer que vai funcionar.

Uma vez aprovada e comprovada segura, o governo britânico já afirmou que financiaria a produção em massa da vacina. Diferentemente do processo usual, este imunizante poderá ser usado de acordo com as recomendações de uso emergencial.

“Esse é um processo de aprovação diferente para o fornecimento comercial, que geralmente leva muitos anos”, completou Adrian Hill, pesquisador do time de Oxford. No estudo do grupo de Oxford, foram inscritos 501 pacientes, de 18 a 55 anos, para participar dos testes clínicos.

Corrida pela vacina

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 70 projetos de vacinas contra a COVID-19 sendo desenvolvidos no mundo. A velocidade com que esse possível imunizante está sendo produzido é algo inédito na história.

Além do time de Oxford, duas empresas nos Estados Unidos e uma na China também já estão em fase de testar uma vacina em humanos. A mais avançada no processo clínico é uma versão desenvolvida pela CanSino Biologics Inc., empresa com sede em Hong Kong.

A empresa chinesa recebeu aprovação mês passado para começar os testes em humanos, assim como a americana Moderna Inc. Já a Inovio Pharmaceuticals Inc. começou os testes na semana passada.

Outros projetos de vacinas estão em estágio pré-clínico, incluindo os desenvolvidos por conglomerados farmacêuticos, como a Sanofi e Janssen.

Normalmente, até uma vacina chegar ao grande público, ela demora cerca de 10 a 15 anos. Entretanto, especialistas relatam que ainda pode demorar cerca de 18 meses para que uma vacina possa ser distribuída em massa.

Enquanto alguns especialistas afirmam que a falta de informações não deve impedir os testes em humanos, outros temem que uma vacina liberada rapidamente se mostre ineficaz – ou (pior) insegura, e pode atrasar o desenvolvimento e a implantação em larga escala.